A Arte de Compor

Carluz Freitas/Porto Alegre


Para se viver de música - como forma de trabalho - foi o assunto que abordei no último post.


Hoje, irei abordar nuances sobre as composições musicais. 



Para alguns que têm facilidade, parece algo simples, porém quando estamos compondo existem várias hipóteses e nuances. Creio que nessa arte dependemos de inspiração e transpiração.


Me vêm a cabeça que um momento de inspiração pode ser o início de uma nova obra. Uma letra, que foi inspirada por um lindo pôr de sol, uma fotografia, uma lembrança de alguém ou por estar apaixonado por um novo amor naquele instante, etc. Enfim, são muitos os temas que podem ser abordados. Há os que preferem escrever as letras, e os que gostam de musicá-las.


Têm os que curtem música instrumental e trabalham nessa linha pra compor. No meu caso, basta um start, uma luz pra que comece a escrever uma letra no celular, e o violão dê o suporte gerando uma sequência harmônica, um ritmo, e a melodia vem por intuição, e ou inspiração. Dentro dessa teoria musical, são finitas possibilidades com as notas em escalas, combinadas com ritmos diversos e sequências harmônicas. Cada compositor tem um caminho pra compor. Também já musiquei letras de parceiros, ou parceiros colocaram letras nas minhas melodias, etc. São muitas formas e resultados na arte de compor.


Sempre que estamos compondo nos preocupamos se não estamos plagiando outra obra. É importante pensar nisso, mas se a música esta vindo, como costumo falar: 


- Ta baixando. 


Sugiro pensar nisso num segundo momento pra não perder a bola da vez nessa inspiração. Depois analisando e descobrindo que está muito parecido com outra obra podemos mecher e chegar em outra forma final.


É IMPORTANTE NÃO COPIAR OUTRA OBRA MAIS DO QUE DOIS COMPASSOS PORQUE SE TORNARIA UM PLÁGIO. A nova composição tem de ser única.


Sugiro também que nos momentos de inspiração não deixes pra depois, pois muitas vezes perdemos a carruagem, perdendo uma nova obra que estava por vir.


Quando compomos o formato pode vir pronto ou pode ser que tenhas que trabalhar nela até sentires que ela está pronta. 


Como saber????


Pela sua sensibilidade, gosto e pelo que você acredita. Não existe fórmula pra criação de um sucesso. O compositor tem um padrão, uma sensibilidade acompanhada de várias possibilidades e nuances na criação da nova obra. Sempre digo que a nova obra musical é como um quadro. Umas pessoas podem olhar o quadro e não sentir nada, mas para críticos e especialistas se trata de um quadro valioso e a música é sumilar nesse sentido.


No dia a dia, as propagandas e o marketing ditam a moda. O mercado e cenário musical vão seguindo várias tendências. 


O público consumidor na verdade é que vai abençoar e qualificar o que tocará, fará sucesso, balançará, fará pensar, dormir, lembrar, marcar época, etc. O gosto do público, no geral, é que define e dita o sucesso da música. Mas são poucas as obras que fazem sucesso e se tornam clássicos, e menos ainda as que caem em domínio público depois de 70 anos após o falecimento do autor no Brasil.


São tantas possibilidades que um compositor e músico muitas vezes não têm ideia do que fará sucesso. O sentimento do músico com sua obra é como um filho recém nascido. Pra ele é o mais lindo e melhor do mundo. Kkkkk.


Diria que é normal. Se o próprio criador não acreditar na sua arte quem irá acreditar.


No próximo post, vou contar histórias da estrada, da carreira, as indiadas e os grandes momentos vividos.


Até mais!!!


Fiquem ligados!!!