Batatinha Frita 1, 2, 3...


Essa é apenas uma das brincadeiras que está na série “Round 6” que virou fenômeno na Netflix. A produção é um drama sul-coreano sangrento. No início de outubro, era a série mais assistida em 90 países.


No entanto, apesar da classificação etária ser de 16 anos, o público infantil também tem acessado o conteúdo, com ou sem a permissão dos pais.


Na série, brincadeiras infantis como "batatinha frita 1, 2, 3", "bolinha de gude" e "cabo de guerra", são utilizadas numa espécie de jogo de sobrevivência, no qual os participantes que não atingem o objetivo final são assassinados. Os participantes concorrem a um prêmio milionário.

Atenção! Pode chocar até adultos, porque as cenas também contêm torturas psicológicas, violência explícita, suicídio, sexo e tráfico de órgãos.

Segundo a Revista Crescer, em relação aos impactos de um conteúdo impróprio em crianças e adolescentes, a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade de São Paulo (USP), explica que falando especialmente de crianças pequenas, normalmente, elas podem ter pesadelos, medo de ficarem sozinhas, confundir realidade com ficção, ficarem ansiosas. Por isso, segundo a especialista, o ideal é sempre dialogar, antes mesmo da proibição.

Mais uma vez, o produto da tecnologia nos faz refletir. Com celular cada vez mais cedo na mão das crianças e jovens, estamos vigiando o conteúdo que nossos filhos acessam? Sei que é difícil, mas cada dia fica provado que esse controle se faz necessário. Pelo menos a orientação deve ser dada.

Com um aparelho eletrônico na mão, não é apenas uma série macabra que pode ser acessada. A pornografia, a pedofilia estão aí buscando a quem tragar. Temos que fazer uma reflexão urgente como pais, ou veremos nossos filhos passando por situações difíceis. Não podemos deixá-los a própria sorte e vê-los vulneráveis no presente e no futuro.

Escolas já têm proibido essas brincadeiras nos moldes da série e você pai também vai entrar nessa campanha ou vai deixar seus filhos serem arrastados pelo que o mundo oferece de ruim?

Que tal descobrirmos juntos conteúdos adequados e incentivarmos a saúde mental dos pequenos, quem sabe sair um pouco das telas e usar brinquedos lúdicos para a família ficar mais unida?

Você entra nesta comigo?


Basilio Rota

Jornalista


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