Família, um ato de resistência!


duas alianças douradas de matrimônio sobre uma rosa branca
A pandemia provocou um maior número de divórcios no Brasil

A pandemia escancarou uma realidade crescente no país. O ano de 2020 foi marcado pelo recorde de 76.175 divórcios, contra 45.928 em 2010 e 22.109 em 2007. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil - Conselho Federal que representa os cartórios de notas no território nacional.

Um dos fatores mais relevantes para o aumento dos índices de divórcios no Brasil, acredite, é a convivência mais intensa do casal durante a pandemia, devido à longa fase de confinamento. Neste ranking, o Rio Grande do Sul aparece em 4º lugar com 5.866 divórcios.

Nem mesmo em lares mais conservadores, a realidade é diferente. Através dos dados da Pesquisa Social Geral realizada nos Estados Unidos desde a década de 70 é possível afirmar que hoje há o dobro de divorciados nas igrejas do que nos primeiros anos de estudo.

Ao mesmo tempo que as igrejas lutam para manter suas convicções sobre o matrimônio, também precisam se esforçar para acolher os divorciados que estão cada vez mais presentes na comunidade. Pelos dados de 2018 é possível afirmar que os jovens cristãos estão adiando o casamento ou permanecendo solteiros para sempre, e os dados mostram que os cristãos de hoje têm duas vezes mais chances do que em 1978 de nunca se casarem (24%). Mas eles também têm duas vezes mais chances de se divorciar (17%).

Um divórcio pode afetar de forma mais negativa a relação entre pais e filhos caso ele aconteça nos primeiros anos de vida da criança. De acordo com um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, filhos que passam por essa experiência quando são mais novos tendem a ter um relacionamento mais instável com seus pais na vida adulta do que as crianças que enfrentam uma situação de divórcio mais tarde.

E aqui vai um dado revelador, ainda segundo a pesquisa, o impacto negativo de um divórcio pode ser menor na relação do filho com quem ficou com a sua guarda. Por isso no caso da separação ser inevitável, o melhor é a guarda compartilhada. Para a relação ficar mais equilibrada para ambos os pais.

Até agora eu falei do divórcio, e o que podemos fazer contra ele? Uma possibilidade é lutarmos pela permanência da família, pensando em primeiro lugar nas consequências da separação e não no nosso eu, na nossa vontade. Antes de nos unirmos, temos que ter em mente que nossa vida passa a se somar a outra vida, e se vierem os filhos nem se fala. Sim vamos perder espaços da solteirice, mas vamos ganhar novos espaços que podem nos preencher de maneira incrível se assim permitirmos.

Se você está passando por momentos difíceis em seu casamento, procure ajuda de amigos, de quem você confia e que vão ajudar você a resolver o problema, não ouça o primeiro conselho banal, esse pode ser o começo de uma longa dor de cabeça. Lembre sempre: Família é um ato de resistência.



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